Hoje eu vi o Sol nascer por entres as nuvens negras.
E sempre vi a luz refletir o douro dos seus cabelos.
E antes disso vi rebaterem o dorso da minha mão.
Enquanto seus passos iam direto ao fundo do mar.
Hoje eu vi a Lua despontar cheia, no meio do céu.
E, assim que caiu o breu, a maré subiu, sem dó.
E tão logo foi, te tive de novo, o corpo molhado.
As minhas mãos podiam finalmente te alcançar.
Então toquei teu rosto suado, teu cabelo salgado.
E senti o frio da tua pele fundir o calor do meu peito.
E quis que o branco da sua roupa sumisse
Te deixando nua perante meu ardente desejo.
Então meu desejo foi se tornando realidade.
Peça a peça nossos corpos se aproximaram.
Passo a passo nossas almas se entrelaçaram.
E até hoje estou no nosso mar, deitado n'areia.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Imploro
E arisco eu me coloco
Inculto, insano
Longe de mim eu evoco
Um puto, profano
Apago a mente que me reina
Indócil, faceira
E o coração que me destreina
Ignóbil asneira
De tudo eu fujo, enfim
Mas minha eterna esquiva
Não é de ti, meu querubim
E em punho banhado em sangue
Ofereço-lhe meu coração
Que pulsa, que chora e só então te implora.
Inculto, insano
Longe de mim eu evoco
Um puto, profano
Apago a mente que me reina
Indócil, faceira
E o coração que me destreina
Ignóbil asneira
De tudo eu fujo, enfim
Mas minha eterna esquiva
Não é de ti, meu querubim
E em punho banhado em sangue
Ofereço-lhe meu coração
Que pulsa, que chora e só então te implora.
Meio sem
Onde já se viu amor, amor assim?
Que começa e não acaba, assim
Meio sem fim
Onde já se viu beleza, tamanha assim?
Que começa e não acaba, assim
Meio sem fim
Onde já se viu poema, triste assim?
Que começa e logo acaba, assim
Meio sem ti.
Que começa e não acaba, assim
Meio sem fim
Onde já se viu beleza, tamanha assim?
Que começa e não acaba, assim
Meio sem fim
Onde já se viu poema, triste assim?
Que começa e logo acaba, assim
Meio sem ti.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Escritas Poéticas
Tava aqui fuçando uns papéis no meu quarto e encontrei um bando de texto antigo, poesias.
Venha, Amor...
Venha, leve meu coração
Sinta bem em tua mão
O peso do meu amor
Venha, entenda o meu lado
Veja como está desfigurado
O meu jeito de agir
Venha, perceba o meu temor
Que encontro em tal amor
Por não saber o que fazer
Venha, saciar o meu querer
Enfim, me faça compreender
O prazer que é amar
Lápis
Pareço não mais agüentar
Tal felicidade em meu seio
Será que a devo arrancar?
Talvez leva-la em um passeio
Não bem entendo o meu sorriso
Nem busco tal explicação
Pois o que é mesmo preciso
Está seguro em minha mão
Lápis, palavra papel e sentimento
E tão bela é essa simples união
Quão maldito é o distanciamento
Poeta, poema, imaginação
Os verdadeiros heróis deste momento
Convivem em dilema, sem reclamação
Tu és
Tu és o centro da periferia
A noite dentro do dia
Tristeza na alegria
Tu és o cerne do discernimento
O furacão sem nenhum vento
O agora de cada momento
Tu és sã em enlouquecido
Memória no esquecido
O preto no colorido
Tu és a letra sem melodia
O silêncio na gritaria
O amanhã de cada dia
Tu és o ponto na redação
O fim de cada canção
O som do meu coração
Você é tudo aquilo que falta para o perfeito
Você é tudo aquilo que suspende no meu peito
Você é a magia do viver
Você é a minha esperança ao amanhecer
Noite
Não coloco nenhum pijama
Mesmo assim me deito à cama
Esperto a noite prosseguir
E seu frio vir me consumir
Sozinho finalmente eu me vejo
Sem sentimentos, vazio, sem desejo
Meu corpo se consome pouco a pouco na escuridão
Minha mente enlouquece com o abraço da solidão
A tristeza entorpece meus sentidos
O medo me imerge em gemidos
O abandono em sua forma mais crua
Rasga ferozmente minha pele clara e nua
Enquanto a insônia me atormenta
Vejo a angústia que se alimenta
Da alma desse jovem sonhador
Desamparado, à procura de amor
Vida Sofrida
Esse treco eu escrevi tem muito tempo mas fiquei afim de postar aqui e tal.
Vida Sofrida
Raivas,mágoas,esperanças falidas...
Marcas freqüentes de vidas sofridas
E tu consegues acreditar em mim?
Quando digo, louco, que almejo o fim?
Ah! Morte. Sagaz, cura da vida!
Imploro que me leve dessa vida sofrida!
O calor do teu abraço vai me salvar.
Existe algo mais que eu deva esperar?
Mas covarde eu sou por isso querer.
E medo, garanto, não vai me vencer.
Coragem arranjo e busco a saída.
Saída querida dessa vida sofrida...
Vontade em mim devo encontrar.
Tristeza sem fim vou abnegar...
Cansei dessa triste vida sofrida!
Cansei de viver uma vida impedida!
Entrego ao mundo minha frustração.
Ele destrói, aniquila, sem compaixão!
Toda negação de vontades contidas,
Vão embora dessa minha vida sofrida!
Por fim lhe desejo dor e sofrimento.
Assim teu caráter entra em crescimento.
Minhas palavras hão de ser ouvidas!
Apoiando todos em suas vidas sofridas.
Layne
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Veja Bem
Vem pro meu lado que eu te ajudo a aniquilar.
Veja bem, se é paixão que você sente.
Vem pro meu lado que juntos faremos com que a chapa esquente.
Veja bem, se é amor teu sentimento.
Mararavilha, vem pro meu lado e desfrute o momento.
Veja bem, se existe é raiva no seu coração, não demora.
Vem pro meu lado que a gente joga isso fora.
Veja bem, se a infelicidade te atormenta, não se deprima.
Vem pro meu lado que eu jogo seu astral pra cima.
Veja bem, se meu beijo te alucina, só tem uma solução.
Vem pro meu lado que eu te levo pra contramão.
Veja bem, se o teu sonho é ir além, nao tem nenhum porém.
Vem pro meu lado que barreira a gente nao tem.
Veja bem, se juízo é teu problema, nao precisa se preocupar.
Vem pro meu lado que eu te ajudo a se descontrolar.
Veja bem, se medo te perturba, tira isso da cabeça.
Vem pro meu lado e deixa que a vida aconteça.
Veja bem, do meu lado só tem felicidade.
Tá esperando o que pra tornar tudo isso realidade?
Viu?
Layne
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Soneto
Teu olhar é pura perversidade
Ah! Teu andar clama por admiração
Teu perfume é minha tentação
Tu desencadeias ebriedade
Ascende o pulsar do meu coração
Some toda minha sobriedade
Rouba toda minha seriedade
Surge o descontrolar da emoção
A única cobiça do meu ser
Que me desvirtua do bom caminho
A única razão do meu viver
Os sentimentos num rodamoinho
O beijo caloroso ao entardecer
O medo eterno de estar sozinho
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