segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Imploro

E arisco eu me coloco
Inculto, insano

Longe de mim eu evoco
Um puto, profano

Apago a mente que me reina
Indócil, faceira

E o coração que me destreina
Ignóbil asneira

De tudo eu fujo, enfim
Mas minha eterna esquiva
Não é de ti, meu querubim

E em punho banhado em sangue
Ofereço-lhe meu coração
Que pulsa, que chora e só então te implora.

Meio sem

Onde já se viu amor, amor assim?
Que começa e não acaba, assim
Meio sem fim

Onde já se viu beleza, tamanha assim?
Que começa e não acaba, assim
Meio sem fim

Onde já se viu poema, triste assim?
Que começa e logo acaba, assim
Meio sem ti.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Escritas Poéticas

Tava aqui fuçando uns papéis no meu quarto e encontrei um bando de texto antigo, poesias.


Venha, Amor...

Venha, leve meu coração
Sinta bem em tua mão
O peso do meu amor

Venha, entenda o meu lado
Veja como está desfigurado
O meu jeito de agir

Venha, perceba o meu temor
Que encontro em tal amor
Por não saber o que fazer

Venha, saciar o meu querer
Enfim, me faça compreender
O prazer que é amar


Lápis

Pareço não mais agüentar
Tal felicidade em meu seio
Será que a devo arrancar?
Talvez leva-la em um passeio

Não bem entendo o meu sorriso
Nem busco tal explicação
Pois o que é mesmo preciso
Está seguro em minha mão

Lápis, palavra papel e sentimento
E tão bela é essa simples união
Quão maldito é o distanciamento

Poeta, poema, imaginação
Os verdadeiros heróis deste momento
Convivem em dilema, sem reclamação


Tu és

Tu és o centro da periferia
A noite dentro do dia
Tristeza na alegria

Tu és o cerne do discernimento
O furacão sem nenhum vento
O agora de cada momento

Tu és sã em enlouquecido
Memória no esquecido
O preto no colorido

Tu és a letra sem melodia
O silêncio na gritaria
O amanhã de cada dia

Tu és o ponto na redação
O fim de cada canção
O som do meu coração

Você é tudo aquilo que falta para o perfeito
Você é tudo aquilo que suspende no meu peito
Você é a magia do viver
Você é a minha esperança ao amanhecer


Noite

Não coloco nenhum pijama
Mesmo assim me deito à cama
Esperto a noite prosseguir
E seu frio vir me consumir

Sozinho finalmente eu me vejo
Sem sentimentos, vazio, sem desejo
Meu corpo se consome pouco a pouco na escuridão
Minha mente enlouquece com o abraço da solidão

A tristeza entorpece meus sentidos
O medo me imerge em gemidos
O abandono em sua forma mais crua
Rasga ferozmente minha pele clara e nua

Enquanto a insônia me atormenta
Vejo a angústia que se alimenta
Da alma desse jovem sonhador
Desamparado, à procura de amor





Vida Sofrida

Esse treco eu escrevi tem muito tempo mas fiquei afim de postar aqui e tal.


Vida Sofrida

Raivas,mágoas,esperanças falidas...
Marcas freqüentes de vidas sofridas
E tu consegues acreditar em mim?
Quando digo, louco, que almejo o fim?

Ah! Morte. Sagaz, cura da vida!
Imploro que me leve dessa vida sofrida!
O calor do teu abraço vai me salvar.
Existe algo mais que eu deva esperar?

Mas covarde eu sou por isso querer.
E medo, garanto, não vai me vencer.
Coragem arranjo e busco a saída.
Saída querida dessa vida sofrida...

Vontade em mim devo encontrar.
Tristeza sem fim vou abnegar...
Cansei dessa triste vida sofrida!
Cansei de viver uma vida impedida!

Entrego ao mundo minha frustração.
Ele destrói, aniquila, sem compaixão!
Toda negação de vontades contidas,
Vão embora dessa minha vida sofrida!

Por fim lhe desejo dor e sofrimento.
Assim teu caráter entra em crescimento.
Minhas palavras hão de ser ouvidas!
Apoiando todos em suas vidas sofridas.

Layne