quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Hoje eu vi o Sol nascer por entres as nuvens negras.
E sempre vi a luz refletir o douro dos seus cabelos.
E antes disso vi rebaterem o dorso da minha mão.
Enquanto seus passos iam direto ao fundo do mar.

Hoje eu vi a Lua despontar cheia, no meio do céu.
E, assim que caiu o breu, a maré subiu, sem dó.
E tão logo foi, te tive de novo, o corpo molhado.
As minhas mãos podiam finalmente te alcançar.

Então toquei teu rosto suado, teu cabelo salgado.
E senti o frio da tua pele fundir o calor do meu peito.
E quis que o branco da sua roupa sumisse
Te deixando nua perante meu ardente desejo.

Então meu desejo foi se tornando realidade.
Peça a peça nossos corpos se aproximaram.
Passo a passo nossas almas se entrelaçaram.
E até hoje estou no nosso mar, deitado n'areia.

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