quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Contém 1 grama


mal vestido
maltrapilho
no mesmo ponto
em que sempre estive
despido.

o ponto onde
escorreu
sangrou
e quase se vomitou
pela primeira vez.

ali haviam
memórias
o chão e a
grama.

tirei meus chinelos.
dei o passo.
novas lágrimas caíram,
por que sem.
por que sim

é a melhor sensação do mundo pisar na 
grama.
na sua grama.
na nossa grama.

na verde grama,
onde se apoiaram
toneladas,
aves e
incêndios.

ela me contou
que estava com saudades
dos seus pés.

tentei acalmá-la,
mas ainda assim ela
chorou.

informou-me:

"pegaria carona no
efeito borboleta.
chegaria lá de
furacão,
me parece descabido,
mas é a medida
da paixão"

deixei que ela fosse.
a distância estava lá,
maior a cada momento,
diminuindo com o tempo.
enquanto, aqui,
bom...

aqui há vento.



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