quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Sem título

Tomo,
das tuas mão
o quadro que eu pintei.

Rogo
o teu perdão
Das feridas que causei.

Peço que me escute,
ouça,
quero que me leve, logo ali
no meu lugar.

Sim, eu sei, não
pode
me levar.
Verei, então
até onde vou,
sangrar
.
Se o sangue
escorre, eu
escorro junto?

Se eu não desisto,
eu existo ou
minto?

As vezes minto.
As vezes sinto.
As vezes.

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