Estava sentado no banco da praça
quando vi ao longe
ele
passando.
Fiquei surpreso, havia muito que não me dava conta
que ele sempre passava
ali.
Ele me acenou, deu um sorriso,
perguntou da minha família,
de mim.
Tudo bem, eu disse. E
como...
Antes de terminar a pergunta,
ele já havia passado.
Fiquei me perguntando
quantas vezes isso já não havia
acontecido?
Quantas vezes o tempo se aproximou e
passou
sem me dar notícias?
Fico preocupado com
a sua mãe,
quero saber como anda o negócio do seu pai
e me preocupo se seus filhos
estão de recuperação no colégio.
Mas ele está sempre passando,
rápido demais,
para me responder perguntas.
Enquanto isso,
eu passo.
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