quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Violência
Cheiro.
Flor.
Vou andando
descalço
pelo jardim de rosas da minha
mente.
Vou cheirando as rosas e sinto cheiro de
margaridas,
violeta,
violentas violetas.
Cor.
Flor.
Pé, passo, sol forte no meu
rosto.
Sou forçado a olhar pro chão macio e
aveludado
de violetas,
violentas violetas.
Violão.
Som.
Numa sombrinha de uma árvore eu me recosto e recordo daquele
tempo
que não gosta muito de passar.
Tempo que me ataca e me fere, como
violetas.
Violentas violetas.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Diálogo Cego
A música silenciosa das nossas palavras.
Ali do lado, bem ali do lado, um café com letreiro em alto relevo, discos de vinil e pinguins decorativos. Ali do lado, também, uma vela sem barco trêmula, esvoaçante, embalada pelo vento da Asa Norte.
Eu amo a luxúria do teu suor pingando no meu corpo nu. E bendito é teu nome dentre meus versos, bendito é o fruto do nosso ventre, minha luz.
Adornos praianos, rústicos, encavados. Caras, bocas, sorrisos, caretas, braços. Uma flâmula vermelha. "Salva-vidas" Um porto seguro, quem sabe, no meio do mar de asfalto?
Então vejo seu corpo dourado, prensado numa parede pichada, sem cabeça, sem braços, sem abraços nem mágoas. Por que de perto, ninguém é normal, que todos deixam de ser só mais um e passas a ser um só.
As bitucas de cigarro já apagadas. Essa fumaça que saia da sua boca... era da nicotina ou do calor de macios cabelos loiros?
Não sei, só sei que tenho de fazer posições impossíveis em meios de transporte enferrujados. E mesmo assim a vida anda, impassível, completamente alheia às forças da natureza, encaixando imperfeitamente no poder de nossas escolhas.
Engraçados como suas frases ficaram mais longas depois da primeira leitura. A gente sempre fala mais do que sabe mais. Então eu vou mudar o assunto, vamos ver o quanto o tom se mantém em um novo assunto. Um dois três, já! Eu não gosto de maionese no pão.
Das destrezas das dúvidas direto dos dados dicótones dessa dana vida, aos dias dois-em-dois das definições definitivas. Não é mesmo?
É que eu não acho que acidez combine com quentura. Perde-se o ardidinho da maionese, perde-se o gostinho de manhã-fria-que-ficou-amena-depois-do-café do pão, perde-se tudo. Ao que é corrosivo, o que deve ser corroído; ao que é suave o que dever ser suavizados. Certeza que o Moçoila deve curtir pão com maionese.
Deu-se um tiro no escuro e acertou-se em cheio a poesia.
André e Amanda
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Hoje eu vi o Sol nascer por entres as nuvens negras.
E sempre vi a luz refletir o douro dos seus cabelos.
E antes disso vi rebaterem o dorso da minha mão.
Enquanto seus passos iam direto ao fundo do mar.
Hoje eu vi a Lua despontar cheia, no meio do céu.
E, assim que caiu o breu, a maré subiu, sem dó.
E tão logo foi, te tive de novo, o corpo molhado.
As minhas mãos podiam finalmente te alcançar.
Então toquei teu rosto suado, teu cabelo salgado.
E senti o frio da tua pele fundir o calor do meu peito.
E quis que o branco da sua roupa sumisse
Te deixando nua perante meu ardente desejo.
Então meu desejo foi se tornando realidade.
Peça a peça nossos corpos se aproximaram.
Passo a passo nossas almas se entrelaçaram.
E até hoje estou no nosso mar, deitado n'areia.
E sempre vi a luz refletir o douro dos seus cabelos.
E antes disso vi rebaterem o dorso da minha mão.
Enquanto seus passos iam direto ao fundo do mar.
Hoje eu vi a Lua despontar cheia, no meio do céu.
E, assim que caiu o breu, a maré subiu, sem dó.
E tão logo foi, te tive de novo, o corpo molhado.
As minhas mãos podiam finalmente te alcançar.
Então toquei teu rosto suado, teu cabelo salgado.
E senti o frio da tua pele fundir o calor do meu peito.
E quis que o branco da sua roupa sumisse
Te deixando nua perante meu ardente desejo.
Então meu desejo foi se tornando realidade.
Peça a peça nossos corpos se aproximaram.
Passo a passo nossas almas se entrelaçaram.
E até hoje estou no nosso mar, deitado n'areia.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Imploro
E arisco eu me coloco
Inculto, insano
Longe de mim eu evoco
Um puto, profano
Apago a mente que me reina
Indócil, faceira
E o coração que me destreina
Ignóbil asneira
De tudo eu fujo, enfim
Mas minha eterna esquiva
Não é de ti, meu querubim
E em punho banhado em sangue
Ofereço-lhe meu coração
Que pulsa, que chora e só então te implora.
Inculto, insano
Longe de mim eu evoco
Um puto, profano
Apago a mente que me reina
Indócil, faceira
E o coração que me destreina
Ignóbil asneira
De tudo eu fujo, enfim
Mas minha eterna esquiva
Não é de ti, meu querubim
E em punho banhado em sangue
Ofereço-lhe meu coração
Que pulsa, que chora e só então te implora.
Meio sem
Onde já se viu amor, amor assim?
Que começa e não acaba, assim
Meio sem fim
Onde já se viu beleza, tamanha assim?
Que começa e não acaba, assim
Meio sem fim
Onde já se viu poema, triste assim?
Que começa e logo acaba, assim
Meio sem ti.
Que começa e não acaba, assim
Meio sem fim
Onde já se viu beleza, tamanha assim?
Que começa e não acaba, assim
Meio sem fim
Onde já se viu poema, triste assim?
Que começa e logo acaba, assim
Meio sem ti.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Escritas Poéticas
Tava aqui fuçando uns papéis no meu quarto e encontrei um bando de texto antigo, poesias.
Venha, Amor...
Venha, leve meu coração
Sinta bem em tua mão
O peso do meu amor
Venha, entenda o meu lado
Veja como está desfigurado
O meu jeito de agir
Venha, perceba o meu temor
Que encontro em tal amor
Por não saber o que fazer
Venha, saciar o meu querer
Enfim, me faça compreender
O prazer que é amar
Lápis
Pareço não mais agüentar
Tal felicidade em meu seio
Será que a devo arrancar?
Talvez leva-la em um passeio
Não bem entendo o meu sorriso
Nem busco tal explicação
Pois o que é mesmo preciso
Está seguro em minha mão
Lápis, palavra papel e sentimento
E tão bela é essa simples união
Quão maldito é o distanciamento
Poeta, poema, imaginação
Os verdadeiros heróis deste momento
Convivem em dilema, sem reclamação
Tu és
Tu és o centro da periferia
A noite dentro do dia
Tristeza na alegria
Tu és o cerne do discernimento
O furacão sem nenhum vento
O agora de cada momento
Tu és sã em enlouquecido
Memória no esquecido
O preto no colorido
Tu és a letra sem melodia
O silêncio na gritaria
O amanhã de cada dia
Tu és o ponto na redação
O fim de cada canção
O som do meu coração
Você é tudo aquilo que falta para o perfeito
Você é tudo aquilo que suspende no meu peito
Você é a magia do viver
Você é a minha esperança ao amanhecer
Noite
Não coloco nenhum pijama
Mesmo assim me deito à cama
Esperto a noite prosseguir
E seu frio vir me consumir
Sozinho finalmente eu me vejo
Sem sentimentos, vazio, sem desejo
Meu corpo se consome pouco a pouco na escuridão
Minha mente enlouquece com o abraço da solidão
A tristeza entorpece meus sentidos
O medo me imerge em gemidos
O abandono em sua forma mais crua
Rasga ferozmente minha pele clara e nua
Enquanto a insônia me atormenta
Vejo a angústia que se alimenta
Da alma desse jovem sonhador
Desamparado, à procura de amor
Vida Sofrida
Esse treco eu escrevi tem muito tempo mas fiquei afim de postar aqui e tal.
Vida Sofrida
Raivas,mágoas,esperanças falidas...
Marcas freqüentes de vidas sofridas
E tu consegues acreditar em mim?
Quando digo, louco, que almejo o fim?
Ah! Morte. Sagaz, cura da vida!
Imploro que me leve dessa vida sofrida!
O calor do teu abraço vai me salvar.
Existe algo mais que eu deva esperar?
Mas covarde eu sou por isso querer.
E medo, garanto, não vai me vencer.
Coragem arranjo e busco a saída.
Saída querida dessa vida sofrida...
Vontade em mim devo encontrar.
Tristeza sem fim vou abnegar...
Cansei dessa triste vida sofrida!
Cansei de viver uma vida impedida!
Entrego ao mundo minha frustração.
Ele destrói, aniquila, sem compaixão!
Toda negação de vontades contidas,
Vão embora dessa minha vida sofrida!
Por fim lhe desejo dor e sofrimento.
Assim teu caráter entra em crescimento.
Minhas palavras hão de ser ouvidas!
Apoiando todos em suas vidas sofridas.
Layne
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